OS STRACK NA GRANDE CARAVANA
OS STRACK NA GRANDE CARAVANA
A história nos informa que Franz Xaver Strack, imigrante genearca da família STRACK, no Brasil, chegou a Colônia Alemã de São Leopoldo em 07 de março de 1826 (há 200 anos atrás), com 38 anos, juntamente com Eva Catharina Fettermann (viúva Menger), com os enteados Johann Menger de 14 anos, Cristiana Menger de 8 anos e os filhos Ana Maria Strack de 7 anos, Michael Strack de 3 anos (trisavós deste autor). A família, da data de chegada a Feitoria, reapareceu cinco meses depois em uma lista dos imigrantes chegados a Porto Alegre com destino a Torres, dando início assim a grande caravana de transferência de imigrantes alemães de São Leopoldo para o litoral, as margens do Mampituba.
Foram um total de 418 imigrantes que partiram em 1º de novembro em 5 iates, onde a média era 80 pessoas por iate. As embarcações desceram o rio Guaíba, entraram na lagoa dos Patos por Itapoã e subiram o rio Capivari, até onde estavam as carretas. Aí chegaram em 3 de novembro, o que significa que os viajantes dormiram duas noites em acampamentos improvisados nas margens ou nos próprios iates.
Os dias 3 e 4 foram gastos no transbordo das cargas dos cinco iates para 16 carretas.Haviam sido requisitadas mais 4 carretas, como não chegaram a tempo, alguns colonos tiveram que acampar no Capivari, enquanto o grosso da caravana partia em 05 de novembro de 1826. A cena tinha conotações épicas. Longa fila de grandes carretas, cada uma puxada por seis ou mais juntas de bois, deslocando-se lentamente pelos campos e depois pelas praias desertas. Centenas de homens, mulheres e crianças caminhando lado a lado dos pesados veículos (incluso a família Strack). Estes, cheios de mantimentos, trouxas e utensílios, carregando alguns enfermos, idosos e crianças pequenas. Atrás, um batalhão de bois para serem revezados. Nas pontas, alguns homens a cavalo.
Despendidos mais 6 dias para a angustiante e perigosa travessia do Tramandaí, em canoas e a nado (assunto para outra crônica), novo trajeto pela beira mar. Por fim, a visão sonhada da Itapeva e das Torres era 17 de novembro de 1826. Chegaram 184 católicos e 237 protestantes. Todos estes nomes são hoje considerados os pioneiros, fundadores e genearcasda Colônia Alemã de Torres. Autor – Aurélio Strack.
Registro de Pedro Emílio Strack e Carolina (Koetz) Strack (bisavós deste autor), por volta do ano 1900 em Santa Maria do Butiá, com os filhos Afonso, Elma e Albano. Ele era filho do imigrante Michael Strack que retornou para Lomba Grande por volta de 1845.
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