ESCOLA MEYER EM LOMGA GRANDE

ESCOLA MEYER EM LOMGA GRANDE

Dando continuidade à crônica da semana passada relacionada ao pioneirismo da escola em nossa localidade, vou tentar responder a duas perguntas cruciais:  Quem foi Heinrich (Henrique) MEYER? E qual a importância dele para Lomba Grande?

Vejamos um documento de pedido de cidadania: “Aos oito dias do mês de abril de mil, oitocentos e sessenta e três, quadragésimo segundo da Independência e do Império, no Paço da Câmara Municipal da Vila de São Leopoldo, onde se achavam reunidos os senhores vereadores, abaixo assinados, compareceu Henrique MEYER ,que em sessão de sete de março último declarou querer naturaliza-se cidadão brasileiro em virtude do Decreto nº 397, de 03 de setembro de 1846, e sendo pela Câmara aceita a sua declaração, prestou em data de hoje o respectivo juramento, sob o qual disse chamar-se Henrique MEYER, com 39 anos de idade, natural de Bremen, filho de Theodoro João Meyer e Ana Metta Meyer, casado com brasileira, e possuir três filhos todos brasileiros; religião que segue é a evangélica e mora em Lomba Grande deste distrito, onde é professor público, tendo vindo para o Brasil com os colonos, em 10 de julho de 1851, e sobre o referido juramento prestava fidelidade a Constituição e as Leis do Império. E para constar lavrou o presente termo, em que assinou a câmara com declarante, e determinou que se lhe dessa cópia autêntica do mesmo termo”.

Qual a importância dele para Lomba Grande? Henrique MEYER foi um professor que se destacou como grande educador da região no século XIX; no período de 1860 a 1881 lecionou na Lomba Grande, onde propôs uma campanha entre os paroquianos para a construção de uma escola na localidade. Com a construção do prédio escolar (atual Casa da Lomba), está também serviu de moradia para o professor e abrigou a 1ª Aula Pública da Lomba Grande.

Portanto ele está na história como um dos fundadores do prédio que também serviu de Casa Pastoral (evangélica), que deve ter sido inaugurada entre os anos de 1862 a 1864, e que atualmente está em fase de restauro.  

Toda localidade carrega histórias que o tempo insiste em apagar, mas algumas memórias precisam ser preservadas, registradas e compartilhadas. É o caso deste grande professor que honra a nossa identidade. Autor – Aurélio Strack.

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